Comprando uma CG usada |
| Embora muito resistente, a CG 125 não é livre de problemas. Mas a boa notícia é que tudo nela é muito barato. Uma lateral, por exemplo, pode ser encontrada por R$ 10. Esteja atento ao motor, mas principalmente em motos mais antigas nem leve em consideração a quilometragem, que pode ser facilmente adulterada com um simples clipe de papel. Assim, veja se, quando fria, ela não apresenta ruídos estranhos e, quando em temperatura normal, não tem emissão excessiva de fumaça, falhas e instabilidade de marcha-lenta (que pode indicar tanto problemas com a carburação como com o cabeçote) ou ainda ruídos no comando de válvulas. Motos com muitos sinais nos parafusos também devem ser vistoriadas cuidadosamente. Da mesma forma, sinais de desgaste no quadro, como nos pontos de apoio localizados na parte lateral traseira, após o banco, podem indicar uso intensivo da moto. Ainda com relação ao quadro, verifique os pontos de solda junto à mesa (apoio das bengalas) e se a numeração de chassi não apresenta sinais de lixamento ou regravação. Cheque se as bengalas dianteiras não apresentam vazamentos nos retentores. Outra fonte de prováveis vazamentos é o retentor externo do eixo de transmissão. Sempre é bom verificar o estado da relação, mas na CG veja se o rolamento traseiro não está ruidoso. Finalmente, evite motos com peças retiradas de outros modelos, como por exemplo algumas CG à venda que apresentam as bengalas e freio a disco da CBX 200 Strada. Em geral a origem dessas peças é duvidosa. O custo desses componentes, quando adquiridos legalmente, não compensa. Boa sorte! |
Texto: Alexandre Ule Ramos |